Teste rápido de sangue que mostra quem está com Covid pode ajudar na reabertura, diz pesquisador

Atualizado: Jul 26

Atualmente, teste de sangue mostram quem já desenvolveu anticorpos, após o auge da infecção passar. Pesquisa desenvolvida na Austrália inova ao apontar em 20 minutos se paciente tem o coronavírus ativo no corpo, sem depender de testes moleculares mais complexos e demorados.



O pesquisador brasileiro, Rodrigo Curvello, integra um grupo de cientistas que desenvolveu uma nova técnica de teste de sangue que é capaz de identificar a presença ativa do Sars-Cov-2 em 20 minutos. Ele acredita que o teste rápido pode ajudar no processo de reabertura comercial após a epidemia de Covid-19.


"Nós acreditamos sim que esse teste auxilie na reabertura comercial, porque para fazê-lo, não precisa de muitas coisas", disse Curvello. "Nós não criamos uma nova tecnologia, nós basicamente modificamos um teste que já existe em bancos de sangue de hospitais."


Atualmente, os chamados testes rápidos, baseados na análise de uma gota de sangue em dispositivos semelhantes aos usados nos testes de glicemia, só registram se o paciente já gerou anticorpos (IgG e IgM). Os testes que mostram a presença ativa do novo coronavírus no corpo são aos do tipo molecular, RT-PCR, mais demorados e menos acessíveis.

A proposta dos pesquisadores é oferecer ao mercado uma solução intermediária, mais rápida do que as atuais.


Do tipo sanguíneo à Covid-19

Rodrigo Curvello explicou que é o mesmo tipo de exame feito para identificar o tipo sanguíneo dos pacientes, e por isso, tanto o maquinário como os materiais e reagentes são comuns nos centros de saúde.


"É o mesmo teste, com uma pequena diferença, em um reagente específico adicionado para dizer que você está positivo ou negativo para o coronavírus".


Curvello comentou a capacidade de se testar em massa, porque, segundo o pesquisador, em apenas uma hora ao menos 700 pessoas podem ser testadas. Mas ele ressaltou que ainda é necessário aumentar os estudos para verificar a confiabilidade do exame em mais pessoas.


"Nosso trabalho, neste momento, se preocupou em provar o conceito – é um jargão na ciência, que nós temos que provar que nossa hipótese é confiável", disse o cientistas. "Nós provamos que realmente o teste funciona. Nos obtivemos 100% de positivos quando era para ser positivo, e conseguimos também 100% de negativos quando era para ser negativo."

Menos de 20 minutos

Os pesquisadores da Universidade Monash disseram que o teste pode determinar se a pessoa está infectada no momento e se já teve Covid-19 no passado. Além de Curvello, a equipe da universidade tem outra brasileira, a doutoranda Diana Alves.


“Nós testamos em baixa escala e todos os testes comprovaram a presença ou a ausência do vírus”, destaca Diana Alves, doutoranda na Universidade de Monash.

O artigo publicado na sexta-feira (17) pela revista ACS Sensors defendeu que entre as aplicações a curto prazo do exame, estão a rápida identificação de casos e rastreamento de contatos. A rapidez na testagem, é apontada por especialistas como a chave para controlar epidemia de Covid-19.


A equipe de pesquisa foi liderada pelo BioPRIA e pelo Departamento de Engenharia Química da Universidade Monash, incluindo pesquisadores do Centro de Excelência ARC em Ciência Convergente BioNano e Tecnologia (CBNS).


O teste utiliza 25 microlitros de plasma de amostras de sangue para procurar aglutinação ou um agrupamento de glóbulos vermelhos que o coronavírus causa.


Enquanto o teste atual de swab (cotonete) é usado para identificar pessoas infectadas com o coronavírus, o ensaio de aglutinação — ou análise para detectar a presença e a quantidade de uma substância no sangue — também pode determinar se alguém foi infectado recentemente, após a infecção ter sido curada, eles disseram.

Centenas de amostras podem ser testadas a cada hora, disseram os pesquisadores, e eles esperam que ele também possa ser usado para detectar um aumento de anticorpos criados em resposta à vacinação para ajudar nos ensaios clínicos.

Uma patente para a inovação foi registrada e os pesquisadores estão buscando apoio comercial e do governo para aumentar a produção.

“Quando a gente é criança, a gente quer fazer a diferença no mundo. E a gente não sabe como. Por isso, eu escolhi ser cientista, escolhi a ciência. Como esse teste é rápido, ele é mais barato, nós podemos atingir o nosso país, que é o Brasil, e outros países”, afirma Diana.


Texto retirado do site: G1

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