Ferritina alta quer dizer excesso de ferro no sangue?


A ferritina elevada tem sido uma das alterações cada vez mais frequentes no consultório do Médico Hematologista. Isso ocorre porque esse exame tem sido solicitado com mais frequência nas consultas de rotina de várias especialidades. É importante, entretanto, diferenciar se a ferritina está relacionada ao excesso de ferro ou se há outra causa para a alteração do exame. Afinal, o que é ferritina? A ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento celular do ferro, o que significa que os estoques de ferro do organismo encontram-se em sua maior parte ligados a essa proteína. Dessa maneira, quando há aumento do ferro no organismo, é racional que a ferritina esteja elevada. Ocorre, porém, que essa proteína também é um reagente de fase aguda, ou seja, é um membro da família das proteínas que participa da defesa celular quando ocorre um processo inflamatório (ou infeccioso). Isso faz com que também haja elevação dos níveis de ferritina diante de uma inflamação em qualquer local do corpo. Dessa forma, nem todos os pacientes com hiperferritinemia (ferritina alta) têm ferro em excesso. Diagnóstico

O diagnóstico pode ser desafiador em algumas situações. A ferritina é o exame de escolha no rastreio de pacientes com excesso de ferro, pois se espera que esteja elevado nesse caso. No entanto, uma vez detectado o aumento da ferritina, outros exames são necessários para o diagnóstico adequado, isso é, para a diferenciação entre causas inflamatórias ou ligadas ao ferro. Condições como síndrome metabólica, obesidade e diabetes podem ser suficientes para causar tal alteração. Quando isso ocorre, são essas as doenças que devem ser tratadas, não estando indicada a realização de sangrias por exemplo. Já a elevação da ferritina por acúmulo de ferro pode estar relacionada a questões familiares, como a hemocromatose hereditária. Outras doenças hematológicas como a síndrome mielodisplásica, doença falciforme e talassemia também podem estar envolvidas. O excesso de transfusões de sangue também pode levar ao acúmulo do mineral no organismo. Tratamento Como citado, nas hiperferritinemias por causas inflamatórias, o tratamento é direcionado à condição desencadeante. Na sobrecarga de ferro, a sangria terapêutica ou flebotomia, é o tratamento de escolha.  Nos pacientes em que não há possibilidade de realizar retirada de sangue, como é o caso da anemia falciforme e da síndrome mielodisplásica, o quelante de ferro, medicação que auxilia na redução dos níveis de ferro. A avaliação deve ser realizada individualmente pelo Médico Hematologista, observando as causas e condições do paciente para determinação do diagnóstico correto e tratamento mais adequado.


Agende sua consulta:


0 visualização
Você pode ser a

diferença

na vida de alguém!

Procure o Hemocentro mais próximo da sua casa.

Seja um doador de sangue

Rua Domingos de Morais, 2781

14º andar
Vila Mariana - São Paulo/SP
04035-001

© 2020 por CERQUEIRA HEMATOLOGIA em parceria com Anderson Cruz